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16 Out

Luz engarrafada

Uma garrafa, água e um pouco de cloro. Foram esses os ingredientes usados por Alfredo Moser em sua mundialmente renomada invenção. O mecânico da cidade mineira de Uberaba, que fica a 475 km da capital de Belo Horizonte, já fez com quase 1 milhão de casas de 15 países globo afora fossem iluminadas com seu modesto, mas eficiente projeto.

A “luz engarrafada” nasceu do ventre da “mãe necessidade”: inspirado pela série de apagões de 2002, o brasileiro discutiu com seus amigos como um sinal de alarme soaria quando apenas as grandes fábricas possuíam eletricidade. Na época, Alfredo pensou em concentrar os raios solares em uma garrafa d’água, apontá-los para um monte de feno e fazê-los, assim, acender.

Foi então que a despretensiosa discussão deu origem à “lâmpada de Moser”: “adicione duas tampas de cloro à água da garrafa para evitar que ela se torne verde (por causa da proliferação de algas). Quanto mais limpa a garrafa, melhor”, explica o mecânico, segundo informa a BBC. As lâmpadas são então presas de cima para baixo no telhado. “Você deve prender as garrafas com cola de resina para evitar vazamentos”, recomenda.

E uma dica: se a boca da garrafa for tampada com fita preta, a lâmpada vai funcionar melhor. “Essa é uma luz divina. Deus deu o sol para todos e luz para todos. Qualquer pessoa que usa essa luz economiza dinheiro. Você não leva choque e essa luz custa nem um centavo”, observa ainda o “Thomas Edison do Brasil”.

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